Revolut obtém aval do BC da Argentina para comprar o Banco Cetelem, do BNP Paribas

Banco passará a se chamar Revolut Bank Argentina e não oferecerá produtos ao público na fase inicial; fintech britânica, que soma mais de 150 mil inscritos em lista de espera no país, não divulgou data de lançamento

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Bloomberg Línea — A Revolut recebeu aprovação do Banco Central da República Argentina (BCRA) para adquirir o Banco Cetelem Argentina S.A., do BNP Paribas Personal Finance, no momento em que a fintech britânica busca licenças bancárias para expandir suas operações internacionais.

Após a conclusão da transação, o banco passará a se chamar Revolut Bank Argentina S.A.U. e vai operar como instituição bancária regulada, disse a empresa em comunicado nesta quinta-feira (24). O valor da operação não foi divulgado. A aquisição não inclui os clientes históricos do Banco Cetelem.

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Agustin Danza será nomeado CEO da Revolut Bank Argentina após o fechamento da operação, o que depende de aprovação do BCRA. A empresa também formou um conselho de administração local, presidido por Juan Marotta, ex-CEO do HSBC Argentina.

Segundo o Danza, a compra de um banco já regulado dá à Revolut uma base regulatória para desenvolver a operação na Argentina enquanto a empresa monta uma oferta adaptada aos consumidores locais.

“A escolha pela aquisição de um banco já regulado faz parte da nossa estratégia de construir uma presença bancária licenciada em mercados estratégicos”, afirmou o executivo, em resposta por escrito, à Bloomberg Línea.

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Segundo a empresa, a aprovação é um marco no compromisso de “longo prazo” com a Argentina e deixa a Revolut mais perto de estabelecer suas operações bancárias no país. Desde que a Revolut anunciou os planos de entrar na Argentina, mais de 150 mil consumidores se inscreveram na lista de espera, segundo a fintech.

De início, o Revolut Bank Argentina não oferecerá produtos nem serviços ao público. Nessa primeira fase, o foco será cumprir os requisitos regulatórios e operacionais enquanto a companhia finaliza sua proposta de valor. A Revolut não divulgou data para o lançamento.

“Ainda estamos finalizando a proposta local e os detalhes do lançamento, que serão anunciados mais adiante”, disse Danza.

Nos próximos meses, a companhia prevê reforçar a equipe e a infraestrutura locais e cumprir os requisitos regulatórios, de capital e operacionais antes de abrir o serviço a clientes.

A empresa afirma que, apesar da oferta de bancos e fintechs no mercado argentino, há espaço para uma proposta que reúna em um único aplicativo serviços bancários do dia a dia, crédito, gastos internacionais, investimentos, recompensas e benefícios de estilo de vida.

Avanço da Revolut na América Latina

A compra do Cetelem faz parte da estratégia da Revolut de ampliar sua presença bancária licenciada na América Latina, onde busca competir com rivais estabelecidos, entre eles Nubank, Mercado Pago, Wise Nomad e Ualá, além de bancos tradicionais.

O México foi o primeiro país fora da Europa onde a empresa passou a operar como banco com licença plena, com lançamento em fevereiro, segundo a Bloomberg News. De acordo com a Revolut, a operação mexicana já atende mais de 1 milhão de clientes de varejo. A companhia também registrou avanços regulatórios recentes no Peru e na Colômbia.

Fora da região, a Revolut obteve em março a licença bancária no Reino Unido, depois de mais de um ano na chamada fase de mobilização. Nessa fase, a Revolut operou como banco com restrições, e o primeiro pedido de licença no país havia sido feito em 2021. Em julho, veio a licença na Austrália e, em agosto, a da França, concedida pela ACPR e pelo Banco Central Europeu.

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No início de setembro, o Office of the Comptroller of the Currency (OCC) concedeu aprovação condicional para a Revolut operar como banco nacional nos Estados Unidos. A empresa ainda depende de aval do FDIC e do Federal Reserve, além da aprovação final do OCC.

Recentemente, a Revolut informou ainda ter pedido licença bancária na Suíça, onde prevê investir 150 milhões de francos suíços (US$ 183 milhões) em cinco anos, segundo a Bloomberg News.

A Revolut tem mais de 80 milhões de clientes em mais de 40 mercados e a meta de chegar a 100 milhões.

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