Ásia recua e futuros de NY oscilam com investidor de olho na ata do Fed

Os títulos do Tesouro estenderam as perdas, deixando o rendimento de 10 anos no nível mais alto desde 2019

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Bloomberg — Ações e títulos caíram na Ásia nesta quarta-feira com a perspectiva de uma rápida redução no balanço patrimonial do Federal Reserve, parte do aperto monetário intensificado para combater a inflação.

As ações caíram no Japão, Coreia do Sul e Austrália, enquanto os futuros de índice dos EUA oscilaram após uma queda de Wall Street. Os títulos do Tesouro estenderam as perdas, deixando o rendimento de 10 anos no nível mais alto desde 2019. Os títulos da Austrália e da Nova Zelândia também caíram.

A governadora do Fed, Lael Brainard, disse na terça-feira que conter a inflação é “importante”, acrescentando que o banco central pode começar a reduzir seu balanço rapidamente já em maio. Os investidores temem que uma política mais restritiva do banco central possa levar a maior economia do mundo a uma recessão. O dólar estava perto de um pico em três semanas.

O petróleo caiu para US$ 100 o barril em meio ao dólar mais forte. Permanecem as preocupações de que o crescente isolamento da Rússia após a guerra na Ucrânia possa atrapalhar ainda mais os fluxos de commodities. Novas sanções contra a Rússia são esperadas, incluindo uma proibição da União Europeia de importações de carvão.

Entre as criptomoedas, o Bitcoin (BTC) segue em desvantagem, caindo abaixo de US$ 45 mil em outro sinal de apetite menor por investimentos de risco.

Os comentários de Brainard colocam os holofotes ainda mais firmes na ata da reunião do Fed prevista para quarta-feira, que deve fornecer pistas sobre o ritmo dos aumentos das taxas de juros e do chamado aperto quantitativo, o processo de redução do balanço do banco central.

“O principal risco para os mercados de ações mundiais correlacionados a Wall Street continua sendo o ciclo de aperto do Federal Reserve”, escreveu Christopher Wood, chefe global de estratégia de ações da Jefferies LLC, em nota. Os níveis de dívida significam que o impacto de configurações monetárias mais restritivas será muito mais rápido, principalmente se o aperto quantitativo vier acompanhado de aumentos de juros, acrescentou.

Principais eventos para acompanhar esta semana:

  • Ata do Federal Reserve, quarta-feira;
  • China Caixin composto e serviços PMI, quarta-feira;
  • Relatório de estoques de petróleo bruto da EIA, quarta-feira;
  • O presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, fala na quarta-feira;
  • James Bullard, do Fed de St. Louis, Raphael Bostic, do Fed de Atlanta, Charles Evans, do Fed de Chicago, falam em eventos separados na quinta-feira;
  • Decisão de política monetário do Reserve Bank of India, na sexta-feira

Alguns dos principais movimentos nos mercados:

Ações

  • Os futuros de S&P 500 (ESA) recuavam 0,1% às 10h em Tóquio (22h em Brasília). Na terça, o S&P 500 (SPX) caiu 1,3%;
  • Os futuros do Nasdaq 100 (NQA) recuavam 0,2%. O Nasdaq 100 (NDX) recuou 2,2%;
  • O índice Topix (TOPIX), de Tóquio, tinha baixa de 1%;
  • O S&P/ASX 200 da Austrália (AS51) recuava 1,2%;
  • O índice Kospi (KOSPI), de Seul, recuava 0,8%;

Moedas

  • O iene japonês (JPY) operava a 123,73 por dólar;
  • O yuan offshore (CNH) operava a 6,3787 por dólar;
  • O Bloomberg Dollar Spot Index (DXY) operava estável;
  • O euro (EUR) operava a US$ 1,0902;

Renda fixa

  • O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos subia dois pontos base para 2,57%;
  • O rendimento de 10 anos da Austrália subia oito pontos base para 2,94%;

Commodities

  • O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) era negociado a U$ 100,72 o barril, com queda de 1,2%;
  • O ouro era negociado a US$ 1.920,77 a onça.

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