Cripto

Banco Central da Argentina proíbe bancos de fazerem operações com criptomoedas

Decisão é um golpe para entidades bancárias como o Brubank e a unidade Galicia Financial Group, que incorporaram o serviço para seus clientes esta semana

Banco Central da Argentina vetou possibilidade de que bancos comerciais ofereçam operações com criptomoedas para clientes
07 de mayo, 2022 | 02:03 PM
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Bloomberg Línea — O Banco Central da República Argentina anunciou que “as entidades financeiras não poderão realizar ou facilitar aos seus clientes a realização de operações com ativos digitais, incluindo criptoativos”. A medida é vista como um golpe para o Galicia Financial Group (GGAL) e o banco digital Brubank, que lançaram serviços de negociação de criptomoedas para seus clientes esta semana.

Fontes da autoridade monetária confirmaram à Bloomberg Línea que não será necessário instruir o Banco Galicia a cancelar o serviço, mas que esperam que o serviço deixe de estar disponível. Fontes do Galicia, o primeiro banco a começar a oferecer operações de negociação de criptoativos na Argentina, indicaram que ainda estão analisando detalhadamente a regulamentação e afirmaram que nenhum cliente que operou com criptoativos perderá dinheiro.

A declaração do BCRA também desencorajou a oferta de ativos “cujos rendimentos são determinados com base nas variações que registram, que não sejam regulados por autoridade nacional e autorizados” pelo regulador.

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Comunicado do BCRA que proibiu operações com criptomoedas por bancos argentinos.dfd

A medida ordenada pelo Conselho de Administração do BCRA busca mitigar os riscos associados às operações com esses ativos que possam gerar para os usuários dos serviços financeiros e para o sistema financeiro como um todo”, continua o texto. Há apenas alguns dias, o Galicia, o maior banco privado da Argentina em ativos totais, começou a oferecer operações com negociação de criptoativos por meio de uma aliança com a Lirium, empresa com sede em Liechstenstein, regulada por normas europeias .

Dessa forma, a entidade financeira conseguiu se conectar e oferecer operações com criptoativos sem manter diretamente esses ativos. Este é o mesmo mecanismo utilizado no Brasil pelo MercadoPago (MercadoLivre) por meio do provedor Paxos.

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