Internacional

Bilionário Abramovich visita Kiev e busca retomar as negociações Ucrânia-Rússia

Abramovich se reuniu com negociadores ucranianos para discutir formas de retomar as negociações

O bilionário russo, que tem laços de longa data com o presidente Vladimir Putin, atua como um mediador informal desde que a guerra começou
Por Daryna Krasnolutska e Stephanie Baker
17 de Abril, 2022 | 11:49 AM

Bloomberg — O bilionário Roman Abramovich viajou para Kiev em uma tentativa de reiniciar as negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, que pararam depois que surgiram evidências de atrocidades russas contra civis.

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Abramovich se reuniu com negociadores ucranianos para discutir formas de retomar as negociações, segundo pessoas com conhecimento do assunto. O bilionário russo, que tem laços de longa data com o presidente Vladimir Putin, atua como um mediador informal desde que a guerra começou no final de fevereiro, quando o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy pediu que ele se envolvesse.

Em entrevista à mídia online ucraniana publicada no sábado, Zelenskiy disse que as negociações estão em um “beco sem saída porque não comercializaremos nosso território e nosso povo”. Ele disse que, se as forças russas cumprirem a ameaça de destruir as tropas ucranianas restantes que lutam em Mariupol, isso pode “por fim” às negociações.

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Na Rússia, Abramovich “representa o lado que apoia uma resolução diplomática e o fim da guerra”, disse ele.

Um porta-voz de Abramovich disse que ele não está em Kiev, recusando-se a comentar mais. O negociador ucraniano Mykhailo Podolyak se recusou a comentar. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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Após a última rodada de reuniões presenciais em Istambul em 29 de março – da qual Abramovich participou – houve poucos sinais de progresso. Na terça-feira, Putin disse que eles estão em um “beco sem saída” e prometeu continuar sua invasão. Zelenskiy disse que a descoberta nas últimas semanas de evidências de crimes de guerra por tropas russas estacionadas em Bucha e outras cidades perto de Kiev complicou as perspectivas para as negociações. Moscou nega que suas forças tenham cometido atrocidades.

Desde a reunião de Istambul, a Rússia redistribuiu tropas do norte da Ucrânia para a região de Donbas, no leste, preparando o que se espera ser um novo grande ataque terrestre nos próximos dias ou semanas para conquistar mais território.

As tropas russas aumentaram o bombardeio de cidades da Ucrânia nos últimos dias após o naufrágio do navio-almirante de sua frota do Mar Negro, o cruzador Moskva. A Ucrânia disse que seus mísseis atingiram o navio, enquanto a Rússia disse apenas que pegou fogo, sem explicar como. Regiões como Kiev e Lviv, no extremo oeste da Ucrânia, foram atacadas.

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A Ucrânia ainda não teve uma resposta oficial do Kremlin sobre as propostas que fez à Rússia nas negociações de Istambul, enquanto Moscou acusou repetidamente Kiev de protelar. As conversações de nível inferior continuaram via link de vídeo, com poucos sinais de progresso.

Zelenskiy pediu aos países estrangeiros que forneçam mais armas e aumentem as sanções contra a Rússia para fortalecer sua participação nas negociações.

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“Sempre digo a todos os nossos parceiros com quem discuto essa questão que a quantidade de apoio à Ucrânia afeta diretamente a restauração da paz”, disse Zelenskiy na sexta-feira em um discurso à nação. A Rússia alertou os EUA e seus aliados contra o envio de mais armas, embora até agora sem sucesso.

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