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Linha Executiva

Já pensou tirar férias indefinidamente? Os executivos do Goldman Sachs podem

Após encerrar benefícios criados para atrair a força de trabalho de volta ao escritório, banco criou política de férias para reter talentos

Cargos juniores ainda possuem limites às férias, mas terão dias extras de folga por ano
Por Amy Yee y Tom Metcalf
16 de Maio, 2022 | 10:47 am

Bloomberg — O Goldman Sachs Group (GS) permitirá que funcionários seniores tirem um número ilimitado de dias de férias – a mais recente ação de um banco de Wall Street para reter talentos em um mercado de trabalho aquecido.

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Os sócios e diretores-gerentes do banco de investimento de Nova York podem tirar uma folga quando necessário “sem duração fixa de férias”, de acordo com um memorando da empresa visto pela Bloomberg. Os funcionários juniores ainda têm limites de férias, mas terão pelo menos dois dias extras de folga a cada ano sob a nova política introduzida no início do mês.

Todos os funcionários do Goldman serão obrigados a tirar três semanas de folga por ano a partir de 2023, segundo o memorando. Isso inclui pelo menos uma semana de folga consecutiva.

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A nova política de férias foi promulgada mais de um ano depois que analistas juniores do banco reclamaram de semanas de trabalho de 100 horas e declínio da saúde física e mental em condições “desumanas”. Isso repercutiu em Wall Street com empresas se comprometendo a fazer mais para melhorar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal de seus funcionários.

A política de férias ilimitadas pode ter um impacto limitado na prática. Um estudo de 2017 da plataforma de RH Namely descobriu que os funcionários de empresas com subsídios de férias ilimitadas normalmente acabavam tirando menos dias de folga por ano do que nos sistemas tradicionais.

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Ainda assim, é um movimento atrativo em um momento em que a competição para reter funcionários e atrair novos talentos se intensificou. Empresas de Wall Street ao Vale do Silício estão lidando com o foco renovado no equilíbrio entre vida profissional e pessoal, enquanto buscam reverter as políticas implementadas durante a pandemia de covid-19.

No mês passado, o Goldman acabou com o café da manhã e os almoços gratuitos no escritório – uma vantagem para atrair os funcionários de volta ao trabalho. O banco tem sido um dos mais agressivos entre as empresas financeiras para pressionar pelo retorno ao cargo.

--Este texto foi traduzido por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.

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