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ESG

Milionários negros e hispânicos investem menos em ações

UBS Group entrevistou 5 mil pessoas, das quais 3 mil eram de grupos étnicos variados, e comparou resultados com uma amostra de 2 mil brancos

79% dos milionários negros e 72% dos hispânicos favorecem investimentos com uma causa social
Por Jill Shah
16 de Abril, 2022 | 12:12 pm

Bloomberg — Milionários negros nos EUA, assim como hispânicos e latinos, têm uma alocação menor que a média em ações e maior interesse em investimentos sustentáveis, segundo o UBS.

Negros americanos com pelo menos US$ 1 milhão para investir alocam, em média, 26% de seu dinheiro em ações globais, enquanto milionários hispânicos e latinos direcionam 29% para ações, de acordo com estudo divulgado na quarta-feira (13) pela unidade de gestão de patrimônio do banco com sede em Zurique. Os investidores de alto patrimônio líquido em geral têm 41% de seus investimentos vinculados a ações.

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  Alocação de investimentos em ações segundo etniadfd

Os resultados mostram que, mesmo entre milionários, disparidades raciais e étnicas mais amplas persistem no investimento em ações.

Dados do Federal Reserve mostram que, ao passo que mais da metade das famílias brancas e de outras etnias possuem ações, essa participação cai para cerca de 24% e 34% para famílias hispânicas e negras, respectivamente.

O investimento sustentável é parte da solução para essa diferença, com particular ressonância entre os investidores negros, disse Melinda Hightower, chefe do segmento estratégico de clientes multiculturais do UBS Global Wealth Management.

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A pesquisa constatou que 79% dos milionários negros e 72% dos hispânicos de alta renda são a favor de investimentos que tenham um impacto social positivo, como promover a igualdade e a inclusão, em comparação com 49% no geral.

Milionários negros também eram mais propensos a voltar suas compras e doações para empresas e instituições de caridade lideradas membros de sua comunidade ou que a apoiam.

A maioria dos entrevistados disse que o setor financeiro é mais inclusivo agora do que na geração anterior. Ainda assim, 56% dos milionários negros e quase um quarto dos hispânicos e latinos de alto patrimônio líquido disseram que sofreram discriminação de empresas financeiras.

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O estudo entrevistou mais de 3 mil investidores asiáticos, negros e hispânicos ou latinos e cerca de 2 mil investidores brancos. A pesquisa interna do UBS sugere que há quase 2 milhões de investidores no primeiro grupo em todo o país.

Entre as outras descobertas: os milionários hispânicos tendiam a sustentar a família estendida, deixando menos dinheiro para investir; uma parcela maior de indivíduos negros de alto patrimônio líquido investiu em imóveis em comparação com o grupo geral; e os milionários asiáticos eram mais propensos a citar a remuneração no local de trabalho como sua principal fonte de riqueza.

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