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Mercados

Com exterior nas mínimas, Ibovespa cai e aversão ao risco toma conta do humor

No mercado doméstico, investidores já se posicionam à espera da divulgação do dado de inflação oficial na quarta-feira

Leituras de inflação alta, uma economia em desaceleração e um aperto agressivo do Fed pesaram sobre o apetite ao risco e as avaliações das ações
09 de Maio, 2022 | 01:42 pm

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) conseguiu apagar parte das perdas vistas pela manhã, mas sem sair do vermelho, com a pressão baixista dos índices acionários americanos pesando, enquanto o S&P 500 toca nas mínimas de 2022. Os investidores domésticos já se posicionam, também, para a divulgação da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de abril na quarta-feira (11), bem como para os dados do varejo referentes à março e para a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

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O dólar avança e ultrapassa os R$ 5,11, com o mercado em busca de ativos tidos como proteção em meio ao cenário de aversão a riscos.

Atenção ainda para a temporada de resultados corporativos, com os dados referentes ao primeiro trimestre de empresas como Via (VIIA3), CVC Brasil (CVCB3), Banco do Brasil (BBAS3), B3 (B3SA3), Locaweb (LWSA3), Cosan (CSAN3), entre outras.

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Confira o desempenho dos mercados nesta segunda-feira (9):

  • Por volta das 13h35 (horário de Brasília), o Ibovespa (IBOV) operava em queda de 0,86%, a 104.227 pontos
  • O dólar à vista avançava cerca de 0,55%, a R$ 5,11;
  • Nos EUA, os índices cediam: o Dow Jones recuava 1,21%, o S&P 500, 2,08%, e o Nasdaq, 2,79%

Cena externa

O presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, disse à Bloomberg TV que é a favor de os formuladores de políticas continuarem a aumentar as taxas em incrementos de meio ponto, em vez de fazer algo maior. Embora vários economistas tenham previsto que o aperto para combater a inflação inevitavelmente resultaria em uma contração econômica dos EUA, Bostic disse que era um “otimista preocupado” e que as atuais circunstâncias únicas após uma pandemia única no século tornaram as previsões especialmente difíceis.

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A perspectiva para as ações dos EUA não é particularmente brilhante, mesmo que uma recessão total seja evitada, de acordo com estrategistas do Goldman Sachs Group. As leituras de inflação alta, uma economia em desaceleração e um aperto agressivo do Fed pesaram sobre o apetite ao risco e as avaliações das ações.

A especulação de que a guerra contra a inflação e as medidas da China para controlar um surto de covid-19 torpedearia o crescimento econômico fez com que o dólar e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subissem e empurrassem as ações globais para mais perto de um mercado em baixa. A onda de aversão ao risco está varrendo os mercados globais depois que os dados de empregos nos EUA de sexta-feira deixaram pouco espaço para uma mudança de rumo nos planos de aumento de juros e aperto quantitativo do Federal Reserve.

-- Com informações da Bloomberg News

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Kariny Leal

Kariny Leal

Jornalista carioca, formada pela UFRJ, especializada em cobertura econômica e em tempo real, com passagens pela Bloomberg News e Forbes Brasil. Kariny cobre o mercado financeiro e a economia brasileira para a Bloomberg Línea.