Saúde

Covid: Doses de reforço protegem contra doença, apontam estudos

Estudos na Dinamarca e em Israel revelam que receber doses adicionais da vacina contra covid-19 aumenta proteção contra o vírus

Terceiras e quartas doses podem ajudar a controlar vírus
Por Christian Weinberg y Alisa Odenheimer
06 de Abril, 2022 | 11:17 AM

Bloomberg — Três doses da vacina contra covid-19 oferecem proteção contra sintomas graves mesmo após quatro meses, segundo estudo da Dinamarca, um dos primeiros países atingidos pela variante ômicron, altamente transmissível.

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Mais de 121 dias após a administração, as terceiras doses da vacina ainda ofereciam até 77,3% de proteção contra sintomas que exigem hospitalização, segundo o estudo.

A Dinamarca estima que cerca de 70% de sua população adulta contraiu a ômicron de novembro a março. O país nórdico encerrou todas as restrições de vírus em 1º de fevereiro porque a alta taxa de vacinação impediu que a ômicron sobrecarregasse os hospitais.

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O estudo, publicado pelo Statens Serum Institut da Dinamarca para doenças infecciosas, ainda não foi revisado por pares. Ele também constatou que a terceira dose ofereceu até 90,2% de proteção contra hospitalização imediatamente após a administração e que três doses reduzem o risco de contrair a ômicron em quase 50%.

Muito mais de dois terços das doses administradas na Dinamarca foram da Pfizer (PFE)-BioNTech (BNTX), e o restante era da Moderna (MRNA), de acordo com o instituto.

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O registro exaustivo por parte do sistema de saúde dinamarquês permitiu que os pesquisadores pudessem comparar dados praticamente completos sobre vacinações, hospitalizações e doenças pré-existentes com registros de testes covid altamente detalhados.

Em Israel, um estudo comprovou que uma quarta dose da vacina da Pfizer contra covid-19 melhora a proteção contra infecções e doenças graves.

As constatações, publicadas nesta quarta-feira (6) no New England Journal of Medicine, foram baseadas em dados de 1,2 milhão de pessoas com 60 anos ou mais. Cerca de metade dos participantes recebeu a quarta dose – o restante recebeu apenas a terceira.

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A taxa de doença grave entre os que receberam uma quarta dose foi cerca de três vezes menor do que entre os que receberam apenas a terceira dose, e a proteção não diminuiu durante o período de estudo de oito semanas.

Além disso, as pessoas com apenas três doses relataram o dobro do número de infecções do que aquelas com o reforço adicional. No entanto, a proteção contra a infecção diminuiu ao longo do estudo.

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Israel começou a oferecer uma quarta dose da vacina no início de janeiro, quando a variante ômicron se espalhou rapidamente, e as evidências mostraram queda na proteção após três doses. Israel inicialmente ofereceu o reforço adicional para pessoas mais velhas e de maior risco antes de disponibilizá-lo em massa.

Desde o início da pandemia, cerca de 3,9 milhões de casos de coronavírus – incluindo mais de 9,3 mil novos casos registrados na terça-feira (5) – foram confirmados em Israel, um país de 9 milhões de pessoas. O país registrou mais de 10,5 mil mortes por covid-19.

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--Com a colaboração de Naomi Kresge.

--Este texto foi traduzido por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.

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