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Dólar vai a R$ 5 com aversão ao risco e bolsa cai pelo sétimo pregão

After Hours: Lockdowns na China, preocupações com a alta de juros pelo Fed e piora nas projeções para IPCA e Selic em 2022 pesaram nesta terça

After hours
26 de Abril, 2022 | 05:32 PM

Bloomberg Línea — Os mercados tiveram uma sessão negativa nesta terça-feira (26), em meio a novas medidas de restrição na China e com o surgimento de dúvidas de que os lucros corporativos possam resistir ao Federal Reserve intensificando sua batalha para domar a inflação descontrolada.

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No Brasil, o Ibovespa (IBOV) teve seu sétimo desempenho negativo consecutivo, fechando em queda de 2,23%, aos 108.212 pontos – o menor patamar para o índice desde 24 de janeiro. Já o dólar voltou a ter forte alta, negociado a R$ 5,00.

Na Bolsa brasileira, o destaque positivo do dia recaiu sobre as ações das petroleiras 3R Petroleum (RRRP3) e Petrorio (PRIO3), que avançaram 2,24% e 2,47%, respectivamente, a R$ 44,34 e R$ 25,31, em uma sessão de retomada dos preços da commodity.

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  • O petróleo tipo Brent para junho teve alta de 2,40%, a US$ 104,61 o barril, enquanto o tipo WTI para junho avançou 3,21%, a US$ 101,70 o barril.

As ações de companhias aéreas, por outro lado, voltaram a ser penalizadas diante da alta do dólar e do petróleo. Os papéis de Azul (AZUL4) caíram 4,03% e os de Gol (GOLL4), 3,54%. A CVC (CVCB3) também é afetada neste contexto e recuou 6,16% na B3, a R$ 13,10.

Atenção ainda para a queda das ações de grandes bancos, como Bradesco (BBDC4), BTG Pactual (BPAC11) e Santander (SANB11), com baixas de 4,29%, 5,06% e 4,55%. O Santander divulgou pela manhã seus dados referentes ao primeiro trimestre.

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Na avaliação da Ativa Investimentos, os números vieram mistos. Apesar do crescimento na margem financeira com clientes e menores despesas operacionais, houve queda expressiva na receita com operações com o mercado, aumento no custo de crédito acima das projeções da Ativa e deterioração nos indicadores de qualidade de crédito.

Ainda no Brasil, após semanas sem divulgação por conta da greve dos servidores, o relatório Focus foi publicado hoje pelo Banco Central e mostrou piora nas projeções para inflação e juros este ano.

Os economistas elevaram as estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 7,46% para 7,65% em 2022, e veem agora uma taxa Selic de 13,25% ao fim do ano, ante projeção de 13,05%.

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Para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em maio, o Focus manteve expectativa de aumento de 1 ponto da Selic, para 12,75% ao ano.

No mercado internacional, as bolsas tiveram forte queda em Wall Street, chegando a quase 4% na Nasdaq – levando o índice para o menor patamar do ano.

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Os lucros corporativos dos Estados Unidos estão fornecendo algum consolo para os traders – cerca de 80% das empresas superaram as expectativas de lucro, incluindo GE, United Parcel Service Inc. e Pepsico Inc. No entanto, previsões decepcionantes, incluindo as da JetBlue Airways Corp., estão pesando sobre as ações.

Contribuem ainda para o sentimento negativo a perspectiva de expansão econômica mais lenta ao lado de inflação persistente. Soma-se a isso a pandemia, interrupções na cadeia de suprimentos, aperto do Fed e a guerra da Rússia na Ucrânia.

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Confira como fecharam os mercados nesta terça-feira (26):

-- Com informações da Bloomberg News

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Mariana d'Ávila

Mariana d'Ávila

Redatora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.

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