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Ibovespa engata oitavo pregão seguido de queda com cautela antes de Copom e Fed

After Hours: temores de que a forte inflação implique apertos monetários mais agressivos por parte dos bancos centrais aceleram onda vendedora

After hours: mercados têm novo dia de queda na véspera das decisões do Fed e do Copom
14 de Junho, 2022 | 05:33 PM

Bloomberg Línea — Em mais uma sessão com forte volatilidade, o Ibovespa (IBOV) encerrou em queda nesta terça-feira (14), em linha com os mercados globais, à espera da decisão de juros no Brasil e nos Estados Unidos amanhã à tarde. Diante de uma forte onda vendedora de ações, o índice fechou abaixo dos 103 mil pontos, no oitavo pregão seguido de perdas.

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As preocupações de que a inflação ainda em trajetória de alta implique apertos mais agressivos por parte das autoridades monetárias seguem pesando sobre os investidores, que temem uma recessão global. Isso contribui para um sentimento de maior aversão ao risco, com a saída de ativos mais arrojados e a busca por porto seguros como o dólar. A moeda americana voltou a subir nesta terça, negociada a R$ 5,13.

Na Bolsa brasileira, os papéis de Via (VIIA3), CVC Brasil (CVCB3) e Positivo Tecnologia (POSI3) lideraram as baixas do dia, com perdas de 10,20%, 6,70% e 5,94%, respectivamente. Já Eletrobras (ELET3), CPFL Energia (CPFE3) e WEG (WEGE3) estiveram entre as maiores altas, com ganhos de 3,37%, 3,15% e 1,81%.

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Confira como fecharam os mercados nesta terça-feira (14):

Os traders permaneceram cautelosos nesta terça antes da decisão do banco central dos EUA e agora precificam quase totalmente um aumento de 75 pontos base, o maior desde 1994. Em apenas três dias, as taxas de títulos de 2 anos do Tesouro americano aumentaram mais de 60 pontos base, a maior elevação desde 1987.

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O rendimento real dos títulos de 10 anos – que exclui a inflação – disparou para níveis pré-pandemia, causando novos danos para criptomoedas e ações de empresas de tecnologia. Além disso, uma parte da curva de juros dos EUA se inverteu brevemente, sinalizando preocupações de que a política restritiva possa ter um impacto maior na economia.

De acordo com a pesquisa mensal de gestores de fundos do Bank of America (BAC), os temores de estagflação dos investidores são os mais altos desde a crise financeira de 2008, enquanto o otimismo sobre o crescimento global caiu para o menor nível desde o início do levantamento.

As expectativas de lucro global também caíram para os níveis de 2008, com os estrategistas do BofA notando que as baixas anteriores nas expectativas ocorreram durante outras grandes crises de Wall Street, como a quebra do Lehman Brothers e o estouro da bolha das pontocom.

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-- Com informações da Bloomberg News

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Mariana d'Ávila

Mariana d'Ávila

Redatora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.

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