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Mercados

Ibovespa inicia semana no vermelho, com sell-off no exterior; dólar vai a R$ 5,13

Semana é agitada, com a divulgação de dados de inflação no Brasil e nos EUA, números do varejo e balanços corporativos do primeiro trimestre

Un operador señala el monitor que muestra un gráfico del índice S&P 500 (SPX) en el piso de la Bolsa de Nueva York (NYSE) en Nueva York, Estados Unidos, el viernes 16 de febrero de 2018.  Fotógrafo: Michael Nagle/Bloomberg
09 de Maio, 2022 | 10:43 am

Bloomberg Línea — Seguindo o desempenho do exterior, em um dia negativo para os mercados, o Ibovespa (IBOV) opera em queda na manhã desta segunda-feira (9). Já o dólar avança, negociado a R$ 5,13, em meio ao aumento de aversão ao risco.

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Na agenda da semana, destaque para a divulgação da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de abril na quarta-feira (11), bem como para os dados do varejo referentes à março e para a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Na semana passada, o Banco Central elevou a Selic em um ponto percentual, para 12,75% ao ano, e, em comunicado divulgado após a decisão, deixou aberta a porta para uma nova alta “de menor magnitude”.

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Atenção ainda para a temporada de resultados corporativos, com os dados referentes ao primeiro trimestre de empresas como Via (VIIA3), CVC Brasil (CVCB3), Banco do Brasil (BBAS3), B3 (B3SA3), Locaweb (LWSA3), Cosan (CSAN3), entre outras.

Confira o desempenho dos mercados nesta segunda-feira (9):

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  • Por volta das 10h15 (horário de Brasília), o Ibovespa (IBOV) operava em queda de 1,27%, negociado aos 103.797 pontos;
  • O dólar à vista avançava cerca de 1%, a R$ 5,13;
  • Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2025 subia cinco pontos-base, a 12,58%;
  • Nos EUA, os índices cediam: o do Dow Jones recuava 1,51%, o do S&P 500 caía 1,71%, enquanto o do Nasdaq tinha baixa de 1,90%;
  • Na Europa, o movimento também era de baixa: o índice CAC-40, de Paris, caía 1,77%, enquanto o FTSE, do Reino Unido, caía 1,61%;

Cena externa

A especulação de que a guerra contra a inflação e as medidas da China para controlar um surto de covid-19 torpedearia o crescimento econômico fez com que o dólar e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subissem e empurrassem as ações globais para mais perto de um mercado em baixa.

Uma onda de aversão ao risco está varrendo os mercados globais depois que os dados de empregos nos EUA de sexta-feira deixaram pouco espaço para uma mudança de rumo nos planos de aumento de juros e aperto quantitativo do Federal Reserve. O sentimento caiu ainda mais no fim de semana, quando o primeiro-ministro chinês Li Keqiang alertou que a situação do emprego no país se tornou “grave” por causa das restrições da covid.

As perspectivas de curto prazo para as ações “ainda são confusas e pode haver mais desvantagens, já que os mercados se preocupam com uma desaceleração econômica significativa ou ‘aterrissagem forçada’ e aumentos agressivos das taxas de juros”, escreveu, em nota, Diana Mousina, economista sênior da AMP Investments, à Bloomberg.

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-- Com informações da Bloomberg News

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Mariana d'Ávila

Mariana d'Ávila

Redatora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.