Mercados

Ibovespa oscila com pressão baixista do exterior, enquanto Petrobras avança

Após a divulgação dos dados do Payroll nos EUA, a volatilidade segue imperando nos mercados ao redor do globo

No final de uma semana marcada por negociações instáveis, reversões rápidas e ansiedade elevada, o S&P 500 atingiu seu nível mais baixo em cerca de um ano.
06 de Maio, 2022 | 04:06 pm

Bloomberg Línea — O principal índice da Bolsa brasileira (IBOV) vive uma sessão volátil nesta sexta-feira (6), após perdas fortes na véspera em dia de ressaca pós-Fed. Hoje, apesar da pressão baixista vinda dos índices acionários americanos, o avanço dos papéis da Petrobras (PETR4)(PETR3) e de bancos, como Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) ajudam a equilibrar o Ibovespa.

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A Petrobras apresentou bons resultados no primeiro trimestre graças ao crescimento da produção de petróleo durante o rali deste ano, provocando uma repreensão do presidente Jair Bolsonaro, que quer conter os preços dos combustíveis antes das eleições de outubro.

O maior produtor de petróleo da América Latina anunciou R$ 48,5 bilhões em dividendos adicionais a serem pagos em 2022, que correspondem principalmente aos resultados do primeiro trimestre. Supera os R$ 44,56 bilhões que registrou no lucro líquido do período.

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  • Perto das 15h50, o Ibovespa caía 0,55%, a 104.729 pontos
  • O dólar subia 1,03% a R$ 5,08
  • Nos EUA, o Dow Jones caía 0,81%, o S&P 500, 0,96%, e o Nasdaq, 1,62%

Contexto externo

A volatilidade continua a dominar os mercados financeiros, com as ações caindo à medida que os últimos dados de empregos nos EUA consolidaram as expectativas de que o Federal Reserve permanecerá em seu caminho de aumento de taxas para combater a inflação teimosamente alta.

No final de uma semana marcada por negociações instáveis, reversões rápidas e ansiedade elevada, o S&P 500 atingiu seu nível mais baixo em cerca de um ano. Embora o benchmark tenha negociado suas baixas da sessão, ele não conseguiu permanecer no verde. As perdas de sexta-feira colocam o indicador no ritmo de seu quinto declínio semanal consecutivo - a mais longa sequência de perdas desde junho de 2011. Os rendimentos do Tesouro de 10 anos permaneceram acima de 3%, enquanto o dólar avançava.

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“Os mercados estão em uma montanha-russa”, disse Lindsey Bell, chefe de mercados e estrategista de dinheiro da Ally, à Bloomberg News. “Há uma quantidade significativa de incerteza. Uma questão-chave para muitos investidores é quão grande será um obstáculo para as ações superarem um ambiente de taxas de juros em rápida ascensão.”

O tão esperado relatório de empregos mostrou que as contratações nos EUA avançaram em um ritmo robusto em abril, mas uma força de trabalho menor pode aumentar a pressão sobre os empregadores para aumentar ainda mais os salários para trazer os trabalhadores de volta. Essa dinâmica provavelmente complicará a luta do Fed para domar a inflação de décadas, já que os bancos centrais trabalham para alinhar a demanda por mão de obra com a oferta.

-- Com informações de Bloomberg News

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Kariny Leal

Kariny Leal

Jornalista carioca, formada pela UFRJ, especializada em cobertura econômica e em tempo real, com passagens pela Bloomberg News e Forbes Brasil. Kariny cobre o mercado financeiro e a economia brasileira para a Bloomberg Línea.

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