Mercados

Ibovespa vira e passa a cair com recuos de Petrobras e bancos

Em sessão fechada nos EUA por conta do feriado, o principal índice da Bolsa de São Paulo apagou os ganhos vistos pela manhã

Lá fora, as ações europeias e os futuros dos EUA reduziram ganhos depois da divulgação dos números da inflação alemã acima do esperado
30 de Maio, 2022 | 12:40 PM

Bloomberg Línea — Apesar de ter iniciado a sessão em alta firme, o Ibovespa (IBOV) cedeu à pressão dos recuos que rondavam os 4% dos papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) - com investidores ainda digerindo as mudanças na gestão da estatal - e de bancos, como o Banco do Brasil (BBAS3). Enquanto isso, a alta do papel da Vale (VALE3) contribuía para equilibrar as perdas. O dólar oscilava.

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Os ativos de risco iniciaram a semana em alta no exterior, ampliando o rali da semana passada, quando as bolsas dos Estados Unidos chegaram a subir mais de 6%. O principal impulso hoje, em dia de mercados fechados nos Estados Unidos por conta de feriado, é a redução no número de casos de covid-19 na China.

Lá fora, as ações europeias e os futuros dos EUA reduziram ganhos e os títulos europeus caíram depois que os números da inflação alemã acima do esperado aumentaram a pressão sobre formuladores de políticas do banco central para controlar o aumento dos preços.

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As ações europeias reduziram o quarto dia de ganhos, ainda a caminho da mais longa sequência de avanços desde março. As ações ligadas ao mercado de luxo tiveram desempenho superior nesta segunda-feira, com os planos de reabertura da China impulsionando o sentimento.

Confira o desempenho dos indicadores nesta sexta-feira (30):

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  • Por volta das 12h30 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 0,84%, aos 111.005 pontos;
  • O dólar operava próximo à estabilidade, aos R$ 4,73, depois de recuar pela manhã

Contexto externo

Os contratos futuros do Nasdaq 100 e os futuros do S&P 500 subiam em um sinal de que o salto nas ações dos EUA pode ter continuidade após a melhor semana de Wall Street desde novembro de 2020. O S&P 500 eliminou as perdas de maio e quebrou uma série de sete quedas semanais à medida que os investidores institucionais reequilibravam as carteiras no final do mês.

O dólar caía pelo terceiro dia em relação aos principais pares, já que os paraísos perderam seu apelo em meio ao clima ligeiramente melhorado.

Os traders estão ponderando se o fim do sell-off está próximo, já que os investidores estão comprando pechinchas na bolsa após um dos piores começos de ano para as ações.

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No entanto, um muro de preocupações permanece por parte dos bancos centrais agressivos, ressaltando os temores de uma recessão, a escalada da inflação de alimentos da guerra na Ucrânia e os bloqueios da China que prejudicam a atividade econômica.

Nesta semana, os investidores irão monitorar dados de emprego do payroll dos EUA na sexta-feira (3) para avaliar o caminho de aperto do Federal Reserve, na busca para tentar conter a inflação. Enquanto isso, o Fed deve começar a encolher seu balanço de US$ 8,9 trilhões a partir de quarta-feira (1).

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-- Com informações de Bloomberg News

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Kariny Leal

Kariny Leal

Jornalista carioca, formada pela UFRJ, especializada em cobertura econômica e em tempo real, com passagens pela Bloomberg News e Forbes Brasil. Kariny cobre o mercado financeiro e a economia brasileira para a Bloomberg Línea.

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