Mercados

Sell-off no exterior mina humor e Ibovespa recua

Preocupações sobre a economia global e perspectivas da política monetária americana voltam a assombrar os mercados

Recuperação do sentimento de risco está se mostrando frágil
18 de Maio, 2022 | 01:11 PM

Bloomberg Línea — O dia é de quedas nos principais mercados acionários globais, com a retomada do sell-off nesta quarta-feira (18), após algumas sessões de alívio. As preocupações sobre a economia global e perspectivas da política monetária americana. O dólar avançava com investidores buscando ativos de proteção.

PUBLICIDAD

No início da tarde, o Ibovespa (IBOV) caía 1,5%, com principais blue chips como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) pesando no índice. Hapvida (HAPV3) subia 7,3% e liderava a ponta oposta.

Ontem (17), o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que o banco central dos Estados Unidos “não hesitará” em apertar a política monetária além do neutro para conter a alta inflação, alimentando temores de que taxas mais altas possam levar a economia a uma recessão.

PUBLICIDAD

O índice de referência S&P 500 tentava se recuperar da maior queda semanal desde 2011, mas a recuperação do sentimento de risco está se mostrando frágil em meio ao aperto nas configurações monetárias, à guerra da Rússia na Ucrânia e aos bloqueios de covid na China.

Confira o desempenho dos mercados nesta quarta-feira (18):

PUBLICIDAD
  • Por volta das 13h00 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 1,38%, aos 107.287 pontos;
  • O dólar à vista subia 0,68%, a R$ 4,97;
  • Nos EUA, o Dow Jones caía 2,54%, o S&P 500, 3,03% e o Nasdaq, 3,57%

Contexto

As preocupações com a forte pressão inflacionária tomavam conta dos mercados nesta quarta. Os últimos balanços corporativos de varejistas nos EUA destacaram o impacto dos preços mais altos no primeiro trimestre: a rede Target (TGT) despencava após a companhia reduzir sua previsão de lucro devido a um aumento nos custos, enquanto a TJX Companies (TJX) recuava 4,8% após perda de lucros.

Enquanto isso, a inflação no Reino Unido atingiu seu nível mais alto desde que Margaret Thatcher foi primeira-ministra há 40 anos, aumentando a pressão por ação do governo e do banco central. A libra enfraqueceu com os traders especulando que o Banco da Inglaterra lutará para conter os preços e evitar uma recessão.

-- Com informações da Bloomberg News

PUBLICIDAD

Leia também:

David Solomon, CEO do Goldman Sachs, vê risco de recessão e inflação ‘punitiva’

Chefe do BID vê janela para mais investimentos na América Latina

Últimas BrasilBloomberg LíneaAçõesIbovespaJurosDólar
Kariny Leal

Kariny Leal

Jornalista carioca, formada pela UFRJ, especializada em cobertura econômica e em tempo real, com passagens pela Bloomberg News e Forbes Brasil. Kariny cobre o mercado financeiro e a economia brasileira para a Bloomberg Línea.

Mariana d'Ávila

Mariana d'Ávila

Redatora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.

PUBLICIDAD