Mercados

Goldman Sachs mantém ceticismo com ‘bull market’ da bolsa brasileira

Para o banco, perspectivas de crescimento morno e expectativa de inflação acima de 6% até 2023 devem pesar sobre o mercado local

Bolsa de Valores de Brasil
Por Vinícius Andrade
06 de abril, 2022 | 06:07 PM

Bloomberg — A recuperação que fez do Brasil o mercado acionário com melhor desempenho do mundo neste ano não empolgou o Goldman Sachs (GS).

Embora as condições apertadas dos mercados globais de commodities possam ser favoráveis no curto prazo, as perspectivas de um crescimento morno para a maior economia da América Latina e a expectativa de que a inflação permanecerá acima de 6% até 2023 devem pesar sobre o mercado local, estrategistas do banco liderados por Caesar Maasry escreveram em relatório.

“Estamos céticos de que um mercado de alta sustentado esteja à nossa frente”, disse Maasry. “Os mercados de commodities podem fornecer suporte para parte das ações brasileiras, mas achamos que o cenário externo não é suficiente para impulsionar significativamente o Ibovespa.”

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A projeção de Maasry para o Ibovespa no fim do ano de 116 mil pontos foi a segunda menor em uma pesquisa recente da Bloomberg e sugere espaço para o índice cair cerca de 2% em relação ao fechamento desta quarta. Maasry também tem uma projeção de 12 meses para o indicador de 118 mil pontos.

Depois de subir 34% em dólares desde o início do ano, o Ibovespa negocia a 7,8 vezes o lucro estimado, abaixo das médias históricas e contra 14,1 vezes para o Mexbol, do México.

Mas, mesmo com alguns estrategistas esperando que a taxa de juros atinja o pico nos próximos meses e que um ciclo de flexibilização monetária comece em algum momento no ano que vem, o Goldman diz que o resultado mais provável -- “um recuo modesto das taxas” -- ainda assim pode fazer o investidor favorecer o investimento em renda fixa.

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Um movimento adicional de performance mais forte das ações contra ativos de renda fixa parece difícil nos níveis atuais, disse Maasry.

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