Mercados

Após perda de US$ 5 trilhões, emergentes sinalizam recuperação

Após 15 meses de saídas de capitais, os mercados emergentes estão em um estágio avançado da precificação de riscos

Interior de la Bolsa de Valores de Filipinas (PSE), operada por Philippine Stock Exchange Inc. en Taguig, Filipinas, el miércoles 11 de mayo de 2022. El índice bursátil filipino de referencia cayó en medio de una venta global, mientras los inversores esperaban los planes económicos de Ferdinand Marcos Jr. que, según un recuento no oficial de los votos del lunes, se dirige a una victoria aplastante en las elecciones presidenciales.
Por Srinivasan Sivabalan e Karl Lester M. Yap
23 de Maio, 2022 | 08:44 am

Bloomberg — Os destroços de uma liquidação de US$ 5 trilhões nos mercados emergentes começam a parecer uma oportunidade de compra para alguns investidores intrépidos.

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As ações caíram abaixo de seus valuations médios dos últimos 17 anos. Os rendimentos dos títulos em moeda local ultrapassaram uma faixa que se manteve desde a crise de 2008. Os prêmios de risco dos títulos em dólar estão próximos dos limiares vistos apenas em momentos de crise.

Após 15 meses de saídas de capitais, os mercados emergentes estão em um estágio avançado da precificação de riscos. Para alguns gestores, isso significa que é hora de começar a comprar novamente - não em uma explosão de alta, mas em passos graduais e cautelosos.

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Mesmo assim, o risco de perdas mais profundas permanece, especialmente se a economia da China desacelerar ainda mais ou o Federal Reserve se tornar mais hawkish.

“Reduzimos nosso pessimismo em relação à classe de ativos de mercados emergentes”, disse Paul Greer, gestor da Fidelity International em Londres. “Embora os fundamentos permaneçam muito difíceis, os valuations e um quadro técnico mais favorável alteraram significativamente a assimetria risco-recompensa de curto prazo.”

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Ponto de atração: prêmios de risco dos mercados emergentes estão se aproximando de ponto crucial de viradadfd

O valor total das ações das 24 nações classificadas como mercados emergentes pela MSCI caíram US$ 4 trilhões desde um pico no início de 2021, enquanto os indicadores da Bloomberg de títulos em dólar e dívida em moeda local de emergentes perderam US$ 500 bilhões cada um desde suas máximas.

Os aumentos de juros do Fed e o aperto quantitativo são o principal temor dos investidores, mas a alta da inflação, novos surtos de pandemia na China e a guerra na Ucrânia também preocupam.

A liquidação levou o EMBI do JPMorgan - um indicador do prêmio de risco dos títulos soberanos de emergentes em dólar sobre títulos do Tesouro americano - a atingir 4,87 ponto percentual. Isso o deixou a um passo da marca de 5 ponto percentual que desencadeou uma guinada em 2015, e acima do nível que desencadeou uma em 2011.

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“É razoável esperar que as vendas de pânico tenham ficado para trás”, disse Jennifer Kusuma, estrategista sênior de taxas com foco em Ásia do Australia & New Zealand Banking Group. “O mercado oferece níveis de entrada decentes para posicionamento tático ou para investidores de longo prazo que são menos afetados pela volatilidade do mercado.”

Os títulos em moeda local também dão sinais de barateamento. O rendimento médio no EM Local Currency Government Universal Index da Bloomberg saltou para 4,94%, acima da faixa descendente em que flutuou desde 2008.

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Enquanto isso, o índice de referência de ações emergentes da MSCI caiu todos os meses este ano, estendendo seus declínios em 2021. Seu coeficiente entre preço e valor patrimonial das ações chegou a cair para 1,41 vezes este mês, abaixo da média de 1,47 desde 2005. Estava em 1,48 na segunda-feira.

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