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Banco recomenda que investidores aprendam com emergentes a investir com inflação

Inflação desigual entre países deve alterar o valor justo do câmbio mais que o normal

Moedas de países com inflação mais baixa podem ganhar terreno sobre suas contrapartes da zona do euro e dos Estados Unidos, por exemplo
Por Amelia Pollard
05 de Maio, 2022 | 07:17 PM

Bloomberg — Operadores de câmbio devem se aprofundar no manual dos mercados emergentes para navegar em uma era marcada por taxas de inflação elevadas em todo o mundo, de acordo com o Goldman Sachs (GS).

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Diferenciais de inflação nos países do Grupo dos 10 serão fundamentais para determinar o caminho de suas moedas daqui para frente, o economista do banco Michael Cahill escreveu em nota. Isso reflete uma característica historicamente endêmica em nações em desenvolvimento, que há muito lidam com inflação alta.

À medida que os preços ao consumidor crescem rapidamente em todo o mundo, tornou-se mais importante observar as taxas de câmbio reais em vez de apenas os níveis nominais, de acordo com o banco. Essa análise mostra que as moedas de países com inflação mais baixa, incluindo Japão e Suíça, têm espaço para ganhar terreno sobre suas contrapartes da zona do euro e dos Estados Unidos.

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“É hora de os investidores em renda fixa do G-10 seguirem as estratégias que recentemente foram relevantes para os mercados emergentes”, escreveu ele. “Os investidores devem estar cientes de que a inflação desigual causará mudanças maiores nas estimativas de valor justo do que o que tem sido a norma.”

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“As taxas de câmbio devem encontrar novas faixas de negociação nominais para contabilizar cruzamentos de inflação alta versus baixa”, escreveu Cahill. “O valor justo é um alvo em movimento.”

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