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BlackRock: Brasil pode ser grande beneficiado diante de uma ‘nova ordem mundial’

Larry Fink, CEO da gestora, diz que invasão da Ucrânia e suas consequências podem ter inaugurado um novo capítulo na história

O CEO da BlackRock disse acreditar que o mundo não deve atravessar uma longa recessão diante da guerra na Ucrânia
Por Bloomberg Línea
05 de Abril, 2022 | 03:45 PM

Bloomberg — Já se passaram mais de 40 dias desde que a invasão da Rússia à Ucrânia deu início a novas e grandes mudanças para a economia global, incluindo inúmeras sanções contra a Rússia, a saída de várias empresas do país e as tentativas da Europa de acabar com a dependência dos combustíveis russos - o que, segundo o CEO da BlackRock (BLK), Larry Fink, deu início a uma “nova ordem mundial”.

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Seguindo o raciocínio, o CEO da gestora de investimentos estimou que quem puder focar em novos negócios deve se beneficiar desse novo paradigma. E a América Latina pode ser uma das regiões com maior chance de “sair ganhando” desta guerra, disse Fink durante o Fórum Virtual Latino-Americano 2022, organizado pela BlackRock.

Detalhando os impactos da guerra e como as empresas estão estruturando formas de minimizar essa dependência das potências econômicas, Fink disse que “se o Brasil, México e Colômbia se concentrarem” e se abrirem para novos negócios “veremos mais empresas próximas do nearshoring ou onshoring” na região.

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Os termos são usados para explicar quando empresas buscam fornecedores ou prestadores de serviço que fiquem no mesmo país ou região.

Além disso, Fink disse também que o México, por sua proximidade com os Estados Unidos, será “enormemente beneficiado”.

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Por outro lado, o empresário assegurou que não acredita que haverá uma “recessão muito longa em âmbito global ou na Europa”, afirmando que há estímulos fiscais que estão prestes a entrar nos mercados. No entanto, ele disse que para os mercados que estão em desenvolvimento, “ter acesso ao capital pode ser crítico”.

Fink também falou sobre o “capitalismo acionário”, ou seja, voltado aos produtos e aos acionistas das empresas, ao citar a decisão de várias empresas de deixar a Rússia depois que o país invadiu a Ucrânia. Ele disse que, consequentemente, “essas empresas vão melhorar”, já que agiram ouvindo seu público.

“Tudo isso não foi baseado puramente em sanções, mas sim em comportamentos. Líderes não podiam mais justificar seus negócios no país. Este é um ponto crítico, um chamado aos governos do mundo para que vejam qual é o poder do sistema capitalista baseado em acionistas. E cada vez mais empresas estão reavaliando tais dependências”, disse.

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