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Dia da Internet: América Latina supera média mundial de acessos à rede

Porcentagem na região está acima da média mundial, segundo dados do Banco Mundial, mas há desafios em termos de exclusão digital

74% das pessoas na região têm uma conexão com a Internet
17 de Maio, 2022 | 10:08 AM

Bloomberg — Ao longo dos anos, o acesso à internet deixou de ser um item de luxo para quase uma necessidade básica. O Dia da Internet, que se comemora na América Latina e na Espanha todo dia 17 de maio, nos permite colocar uma lupa nas dívidas que ainda existem em termos de redução do fosso digital.

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Segundo dados do Banco Mundial, com base em dados da União Internacional de Telecomunicações, até o final de 2020, 60% das pessoas em todo o mundo tinham acesso à rede.

Nesse sentido, a América Latina parece não estar tão mal posicionada, pois seu percentual é superior à média global: 74% das pessoas na América Latina e no Caribe usam a Internet, segundo o Banco Mundial. Se a população de maior renda for excluída das estatísticas, o número cai um ponto percentual e fica em 73%.

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Esse valor implica uma melhora em relação aos números registrados até 2019, quando o percentual de latino-americanos e caribenhos que usavam a Internet era de 69%. No entanto, há fortes divergências na análise país a país.

Os territórios da região com maior penetração de internet são: Aruba (97%), Chile (88%), Bahamas (87%); Uruguai e Argentina (86%); Barbados (82%); Brasil, Ilhas Cayman, Saint Kitts e Nevis e Costa Rica (todos com 81%).

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Enquanto isso, o México, a terceira maior economia da região, aparece um pouco atrás, com 72% de uso da internet, abaixo de outros territórios como: Porto Rico (81%), Ilhas Virgens Britânicas (77%), República Dominicana (77%), Cuba e Paraguai (74%) e Antígua e Barbuda (73%). O Haiti aparece no final da lista com uma penetração de 35%.

Outros países que aparecem na lista do Banco Mundial são: Trinidad e Tobago (71%); Suriname, Colômbia, Dominica (todos com 70%); Jamaica e Curaçao (68%); Peru e Equador (65%); Ilhas Virgens Americanas (64%) e Panamá (64%); Venezuela (62%); Bolívia (60%), Granada (57%), São Vicente e Granadinas (56%); El Salvador (55%); Santa Lúcia (53%); Belize (51%); Guatemala (50%); Nicarágua (45%), Honduras (42%); guianenses (37%).

Para se ter uma referência global, nos Estados Unidos 91% da população usa a internet e na União Europeia, 85%. Na África, ao sul do Saara, apenas 30%.

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O Banco Mundial esclarece que para calcular “pessoas que usam a Internet”, são contabilizados os usuários que usaram a rede de qualquer lugar nos últimos três meses, com qualquer tipo de dispositivo com conexão.

Segundo dados da Câmara Argentina de Internet, as conexões de fibra óptica do total de conexões de banda larga na Argentina mal chegaram a 14,93% no final de 2021, enquanto no Uruguai superam 78%, no Brasil 56% e Chile 49%.

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Revolução tecnológica

Desde 2005, graças a uma iniciativa da Associação de Usuários de Internet da Espanha, todo dia 17 de maio é comemorado o Dia Internacional das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, que na América Latina é conhecido como Dia da Internet.

Quem refletiu sobre esta data foi o gerente geral da Intel, Marcelo Bartolami, em nota enviada à Bloomberg Línea em que ele ressaltou que “são poucas as tecnologias que conseguiram transformar as sociedades, mas menos ainda as que mudaram os paradigmas estabelecidos”.

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O executivo explicou que a internet não é apenas a “invenção mais importante do século 20″, mas também uma das mais revolucionárias do mundo, dada a sua capacidade de conectar a humanidade de uma forma que antes parecia impossível.

Por outro lado, Bartolami mencionou que atualmente existem tendências que estão apenas começando em relação à internet e que exigirão uma contribuição significativa para ser realizada. “Um deles é o conhecido metaverso, que pode ser considerado a próxima grande plataforma de computação depois da world wide web e dos dispositivos móveis”, projetou.

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Ele também afirmou que a internet que conhecemos foi capaz de transformar o mundo como o conhecíamos “porque foi construída em padrões abertos” e acrescentou que toda a indústria deve estar “comprometida com a implementação da internet de amanhã”, aproveitando e aumentando os padrões existentes, para atender aos requisitos do metaverso.

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