Internacional

Grupo de K-Pop BTS faz reunião com Biden e condena crimes de ódio

Banda da Coreia do Sul é importante motor econômico para o país, acrescentando US$ 4,5 bilhões à economia do país em 2019

Membros da banda de K-Pop sul-coreana BTS durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca em Washington
Por Katia Dmitrieva y Josh Wingrove
31 de Maio, 2022 | 07:01 pm

Bloomberg — Os membros do famoso grupo de K-Pop BTS disseram a repórteres que esperavam que sua reunião desta terça-feira (31) com o presidente dos Estados Unidos Joe Biden chamasse a atenção para os esforços para conter os crimes de ódio nos Estados Unidos e em outros lugares no mundo.

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“Ficamos devastados pelo aumento recente de crimes de ódio, incluindo aqueles contra asiático-americanos”, disse Jimin, um dos membros do grupo, com a ajuda de um tradutor. “Para colocar um fim nisso e apoiar a causa, gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para falarmos sobre o tema novamente”.

Em entrevista coletiva a repórteres na Casa Branca, antes da reunião com Biden, os membros do BTS também agradeceram sua base de fãs global e multicultural, chamada ARMY, pelo apoio.

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Ações da Hybe, a empresa que administra o BTS, Justin Bieber e Ariana Grande, subiram na bolsa da Coreia antes da visita do grupo à Casa Branca.

No ano passado, o governo Joe Biden assinou a lei “Covid-19 Hate Crimes Act”, que agiliza a verificação dos crimes de ódio relacionados à pandemia de coronavírus.

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Enquanto a maioria desses crimes tem como alvo os negros americanos, em 2020 houve um aumento de 77% nos crimes e violência dirigidos a pessoas de ascendência asiática, de acordo com o FBI. Cerca de 9 mil incidentes foram relatados ao grupo “Stop AAPI Hate”, de março de 2020 a junho de 2021. Em março do ano passado, um atirador matou oito pessoas – seis delas mulheres asiáticas – dentro e ao redor de diversos spas em Atlanta, nos EUA.

“Esperamos que hoje possamos dar um passo à frente para respeitar e entender que cada pessoa é valiosa”, disse V, um dos outros sete membros da banda.

O grupo musical sul-coreano, composto por Jimin, V, RM, Jin, Suga, J-Hope e JK, está de volta aos EUA depois de realizar quatro shows esgotados em Las Vegas em abril, com cerca de 200 mil fãs presentes.

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Desde o começo da banda, há nove anos, o BTS acumula hits e visualizações de vídeo recordes, com suas músicas conquistando o topo do ranking Billboard Hot 100 no ritmo mais rápido desde Michael Jackson.

O grupo já ganhou diversos prêmios e já foi indicado para centenas de outros, com sua popularidade e apelo global muitas vezes comparados aos dos Beatles. Eles ganharam ainda o prêmio de artista do ano no American Music Awards de 2021, o primeiro grupo asiático a fazê-lo, e foram indicados para melhor performance de duo/grupo pop na premiação do Grammy Awards deste ano.

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O BTS e sua base de fãs também apoiaram causas sociais, incluindo arrecadar US$ 2 milhões para o movimento “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam), nos Estados Unidos. O grupo também é um importante motor econômico para a Coreia do Sul, acrescentando US$ 4,5 bilhões à economia do país, segundo relatório da Fundação Coreana para Intercâmbio Cultural Internacional de 2019.

Em 10 de junho, o grupo lançará um álbum de antologia, uma coleção de sucessos anteriores e três músicas novas. A faixa-título “Yet to Come” já começou a ser tendência na Billboard antes mesmo do lançamento.

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-- Com a colaboração de Jennifer Jacobs

Veja mais em bloomberg.com

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