Ibovespa avança e deixa de lado PIB fraco e EUA em queda

Alta do minério de ferro impulsiona avanço do papel da Vale na manhã desta quinta, o que ajuda no índice

Investidores estão preocupados se as políticas mais rígidas do banco central dos EUA induzirão uma recessão

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) avança na manhã desta quinta-feira (2), seguindo o bom humor dos índices da Europa em meio à queda dos preços do petróleo, que ameniza as preocupações com uma inflação ainda mais elevada.

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A commodity recua com as notícias sobre uma possível visita do presidente dos Estados Unidos Joe Biden à Arábia Saudita. O reino estaria pronto para bombear mais petróleo bruto caso as sanções impostas à Rússia comprometam a oferta da matéria-prima. O petróleo tipo WTI era negociado próximo de US$ 114 o barril nesta manhã, enquanto o tipo Brent estava próximo dos US$ 115.

O minério de ferro, contudo, subia cerca de 4% em Qingdao, cotado a US$ 141,15 a tonelada, contribuindo para ganhos nas ações da mineradora Vale (VALE3).

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No Brasil, os investidores repercutem o crescimento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) entre janeiro e março de 2022 ante o trimestre anterior, que veio abaixo do esperado pelo mercado. Economistas consultados pela Bloomberg previam expansão de 1,2% no período. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a economia cresceu 1,7%.

Confira o desempenho dos mercados na manhã desta quinta-feira (2)

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  • Por volta das 10h15 (horário de Brasília) o Ibovespa subia 0,98%, negociado aos 112.456 pontos;
  • O dólar à vista recuava 0,57%. a R$ 4,79;
  • Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2025 operava estável, a 12,39%;
  • Nos EUA, o Dow Jones caía 0,29%, o S&P 500, 0,24%, e o Nasdaq, 0,11%
  • Na Europa, o movimento era de ganhos, em dia de feriado em Londres: o CAC-40, de Paris, por exemplo, avançava 1,15%

Contexto

A queda nos preços do petróleo contribui para aliviar a tensão do mercado depois que a atividade manufatureira dos EUA e os dados de abertura de empregos divulgados na quarta-feira (1) alimentaram a preocupação de que o Federal Reserve, o banco central americano, precisará ser mais restritivo para conter a inflação.

Ontem, o CEO do JPMorgan (JPM), Jamie Dimon, alertou os investidores a se prepararem para um “furacão” econômico. Um estrategista otimista do JPMorgan, Marko Kolanovic, contudo, disse que espera que as ações se recuperem até o final do ano.

Os investidores estão preocupados se as políticas mais rígidas do banco central dos EUA induzirão uma recessão. Um coro de autoridades do Fed solicitou um aumento mais agressivo de juros para combater as pressões dos preços. Mary Daly, do Fed de São Francisco, e seu colega mais agressivo, James Bullard, de St. Louis, apoiaram um plano para aumentar as taxas em 50 pontos-base este mês, enquanto Thomas Barkin, de Richmond, disse que faz “todo sentido” apertar a política monetária.

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Na agenda do dia, os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA caíram 11 mil, para 200 mil (dado com ajuste sazonal), na semana encerrada em 28 de maio, segundo o Departamento do Trabalho.

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