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Inflação implícita se aproxima de 7% no Brasil com novo avanço do petróleo

Números refletem a pressão inflacionária não só no Brasil, mas também global, com o petróleo novamente próximo de US$ 110

Banco Central prevê que a inflação fechará o ano em 7,3%, com recuo para 3,4% em 2023
Por Fernando Travaglini
06 de Maio, 2022 | 11:47 am
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Bloomberg — A inflação implícita dos títulos públicos de 2 anos fechou a quinta-feira a 6,98%, segundo cálculos da Bloomberg com base nos dados da Anbima. É o patamar mais elevado desde 2016. A taxa de 1 ano, mais volátil, chegou a 7,7%.

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Os números refletem a pressão inflacionária não só no Brasil, mas também global, com o petróleo novamente próximo de US$ 110, o impacto da guerra da Ucrânia sobre as commodities agrícolas e o temor de que os bloqueios contra a covid na China ampliem os gargalos das cadeias produtivas globais.

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Os bancos seguem em processo de revisão para cima das projeções para os índices de preços. O Itaú anunciou nesta sexta-feira (6) aumento da estimativa para o IPCA deste ano de 7,5% para 8,5%, refletindo preços administrados mais elevados, incluindo gasolina e energia elétrica. Já a “inércia e a persistência do processo inflacionário” levaram ao aumento da projeção para o próximo ano, de 3,7% para 4,2%.

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O Banco Central prevê que a inflação fechará o ano em 7,3%, com recuo para 3,4% em 2023, segundo o comunicado do Copom que elevou a Selic para 12,75% nesta semana. O BC optou por manter a premissa de que o preço do petróleo terminará o ano em US$ 100,00 o barril. A commodity, no entanto, superou os US$ 110,00 nesta sexta-feira, em nova escalada após a União Europeia sinalizar com plano para reduzir a importação do produto vindo da Rússia.

O IPCA de abril será divulgado na próxima quarta-feira, dia 11, com estimativa mediana de alta de 0,99%, vindo de 1,62% no mês anterior. O IGP-DI do mês passado subiu 0,41%, abaixo do avanço de 2,37% na medição anterior e da estimativa mediana de 0,68%, segundo pesquisa compilada pela Bloomberg.

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A preocupação com o impacto da alta dos preços também foi expressado nesta quinta-feira pelo presidente Jair Bolsonaro, que pediu à Petrobras para não reajustar novamente os combustíveis, em vídeo nas redes sociais. Segundo ele, o aumento dos lucros da estatal durante a crise desencadeada pela invasão da Ucrânia é inadmissível.

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