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Mineradora britânica com projeto no Araguaia vê maior demanda de níquel no Brasil

Mineradora com sede em Londres espera começar a escalada de produção do metal até 2024

De acordo com estimativa da BloombergNEF, a demanda da indústria de baterias por níquel classe 1 vai subir de 100.000 toneladas em 2019 para 1,34 milhão em 2030.
Por Mariana Durao
18 de Maio, 2022 | 08:41 AM

Bloomberg — A Horizonte Minerals, que inicia a construção de seu projeto de níquel Araguaia no Pará, já estuda como acelerar sua expansão em meio à crescente demanda pelo metal e oferta global apertada.

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A mineradora, com sede em Londres, espera começar a escalada de produção do metal - usado para fabricar aço inoxidável e um componente-chave em baterias - até 2024, e planeja atingir a capacidade anual total de 14.500 toneladas de níquel no ano seguinte.

O momento positivo do mercado faz com que o grupo cogite dobrar a capacidade de Araguaia antes de 2027, data prevista no plano original.

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“A demanda por níquel será tão alta e os projetos atuais estão tão abaixo que é natural pensar em antecipar”, disse o diretor do projeto, Leonardo Vianna, sem revelar prazo. “Vemos uma oportunidade de mercado.”

A Horizonte também planeja iniciar este ano um estudo de viabilidade para outra operação focada na produção de níquel para baterias de veículos elétricos. A demanda por níquel aumenta à medida que as montadoras elevam metas de produção de veículos elétricos.

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De acordo com estimativa da BloombergNEF, a demanda da indústria de baterias por níquel classe 1 vai subir de 100.000 toneladas em 2019 para 1,34 milhão em 2030.

Focada no mercado de aço inoxidável, a produção de níquel do segundo estágio de Araguaia ainda está disponível. A primeira fase está totalmente vendida em um contrato de 10 anos com a Glencore, uma das principais acionistas da Horizonte, juntamente com a Teck Resources e as empresas de investimento La Mancha e Orion Resources Partners.

Apesar da volatilidade alimentada pela guerra na Ucrânia e do curto aperto que elevou os preços para mais de US$ 100.000 por tonelada em março, diretor financeiro da Horizonte, Tiago Miranda, vê a lacuna entre oferta e demanda mantendo os preços do níquel na faixa de US$ 25.000 a US$ 30.000 por tonelada entre 2025 e 2030, os primeiros cinco anos de operação de Araguaia.

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A Horizonte também inicia este ano o estudo de viabilidade do projeto Vermelho, que utilizará um processo de recuperação de minério chamado lixiviação ácida de alta pressão, ou HPAL na sigla em inglês. Adquirido da Vale em 2017, essa planta produzirá 25.000 toneladas de níquel e 1.250 toneladas de cobalto por ano, segundo estimativas anteriores.

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