Mercados

Real tem a maior alta do ano entre moedas emergentes

Das 24 moedas de mercados emergentes, a brasileira apresenta valorização de quase 20%

A partir de dezembro, a moeda brasileira começou a apresentar uma tendência positiva em relação ao dólar
04 de Abril, 2022 | 06:12 PM

Cidade do México — O real brasileiro, o sol peruano e o peso chileno ocupam as três principais moedas mais valorizadas em relação aos seus pares emergentes, segundo dados da Bloomberg.

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A moeda brasileira (BRL) apresentava valorização de 19,67%, seguida do sol peruano (PEN) com alta de 10,08% e do peso colombiano (CLP) 8,89%, no acúmulo do ano até esta segunda-feira (4).

A partir de dezembro, a moeda brasileira começou a ter uma tendência positiva em relação ao dólar. A maior alta começou a ser registrada a partir da segunda quinzena de março, quando apresentou valorização de 9,77%, sendo negociada a R$ 4,6592.

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O peso mexicano (MXN) ficou em sexto lugar com um crescimento de 3,39% no período mencionado, após o peso colombiano (COP) com um aumento de 8,67%. No entanto, acumula um rali positivo de quatro semanas em território positivo.

O peso mexicano e o real brasileiro são as moedas mais negociadas de seus pares emergentes.

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Por sua vez, o índice do dólar Bloomberg, que mede o valor da moeda norte-americana dentro de uma cesta de moedas, registra alta de 1,70% até o momento neste ano. Somente em março, o índice mostra contração de 1,08%, segundo dados da Bloomberg.

O principal fator que impulsionou a moeda mexicana é o Banco de México, uma vez que continua ancorado na expectativa de uma alta mais agressiva da taxa referencial, disseram analistas do Banorte em nota.

Na última semana, as conversas com tom mais positivo entre Rússia e Ucrânia, somadas aos relatórios estimados pelo mercado sobre o Federal Reserve (Fed), a dinâmica da curva de juros dos EUA e os níveis de alta de empregos enfraqueceram o dólar, sendo os principais catalisadores do desempenho das moedas emergentes, segundo os estrategistas da corretora.

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“O dólar enfraqueceu com o ajuste DXY de -0,2% em meio a um desempenho misto no G-10 e nas moedas emergentes”, mencionaram os analistas.

O rublo russo é a moeda com pior desempenho de uma cesta de 24 moedas, com uma desvalorização de 12,97%, seguida da lira turca -9,41%, do peso argentino -7,55% e do zloty polonês -3,90% no período mencionado , segundo dados da Bloomberg.

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Estephanie  Suarez

Estephanie Suárez

Soy economista financiera de profesión con experiencia en periodismo bursátil, macro-micro economía y consumo. Trabajé en El Economista México. Estudié economía en la UAM-Xochimilco. Twitter: @estephsuarez

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