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Santander planeja 20 contratações para private banking no Brasil

Banco tem plano de aumentar em 20% o total de fortunas de brasileiros sob gestão neste ano

Queremos ter mais gente principalmente nas áreas comercial e de assessoria, pois queremos expandir além dos grandes centros urbanos para as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste
Por Cristiane Lucchesi e Felipe Marques
06 de Abril, 2022 | 08:30 AM

Bloomberg — O Banco Santander (SANB11) planeja contratar 20 pessoas no Brasil para a área de private banking como parte de um plano para aumentar em 20% o total de fortunas de brasileiros sob gestão neste ano.

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“Queremos ter mais gente principalmente nas áreas comercial e de assessoria, pois queremos expandir além dos grandes centros urbanos para as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste”, disse Vitor Ohtsuki, diretor do Santander responsável pela unidade, em uma entrevista. O banco aumentará o foco nos clientes do agronegócio e está considerando parcerias e até aquisições, disse Ohtsuki.

No ano passado, o Santander teve um crescimento de 13% no total de ativos sob custódia de brasileiros ricos contabilizados no Brasil e em Miami, para R$ 300 bilhões, após um número recorde de vendas de ações e investimentos em private equity trazer mais liquidez a seus clientes.

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O banco ganhou participação de mercado no Brasil depois de adicionar 60 funcionários a uma equipe que agora tem 250 pessoas atendendo indivíduos com mais de R$ 5 milhões para investir no Santander, disse Ohtsuki.

No setor de private banking do Brasil como um todo, o total sob gestão subiu 9,5% para R$ 1,78 trilhão em fevereiro em relação ao final de 2020, segundo a Anbima, a associação do mercado de capitais.

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O Santander também está se expandindo em Miami, um popular centro offshore para investidores ricos na América Latina e no Caribe. O banco chegou a um acordo em março do ano passado com o Indosuez Wealth Management, marca global de gestão de fortunas do Crédit Agricole, para comprar US$ 4,3 bilhões em ativos e passivos de clientes na cidade americana.

“Ao contrário de outros clientes latino-americanos, os brasileiros estão apenas começando a diversificar os investimentos no exterior”, disse Ohtsuki. “É por isso que uma forte presença local é fundamental.”

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