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ÚLTIMAS: EUA têm conversas sobre reforço das forças armadas de Kiev

A conversa com mais 40 países tem objetivo de estabelecer um entendimento comum sobre as necessidades de defesa de curto prazo da Ucrânia

EUA recebe grupo consultivo de segurança da Ucrânia na base aérea de Ramstein
Por Bloomberg News
26 de Abril, 2022 | 11:20 AM

Bloomberg — O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, está realizando conversas com autoridades de mais de 40 países na Base Aérea de Ramstein, na Alemanha, para discutir maneiras de aumentar o suprimento de armas para a Ucrânia, que luta contra as forças invasoras russas há mais de dois meses.

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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, sugeriu anteriormente que as negociações com os EUA poderiam ser úteis, já que o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, continua os esforços diplomáticos para acabar com a guerra com uma viagem a Moscou.

Guterres está se reunindo com Lavrov e depois com o presidente Vladimir Putin, enquanto busca progresso na intermediação de uma solução para o conflito antes de uma visita à Ucrânia, na quarta-feira (27). Houve intensos combates durante a noite em quatro regiões do sul e leste do país, de acordo com as autoridades militares da Ucrânia, enquanto os problemas também surgiram na região vizinha da Transnístria, na Moldávia.

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Polônia diz que não pagará pelo gás em rublos (7h)

A Polônia não pagará as entregas de gás russo em rublos, disse Piotr Naimski, funcionário responsável pela infraestrutura energética estratégica, a repórteres em Katowice.

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A Polônia está preparada para vários cenários quando se trata de gás russo e está pronta para cortar o fornecimento a qualquer momento se tal decisão for tomada, disse Naimski. A União Europeia sugeriu que as empresas poderiam continuar pagando pelo gás russo em euros, dizendo que o decreto de Moscou pedindo pagamento em rublos violaria as sanções.

Projetos da ONU para até 8,3 milhões de refugiados (6h30)

Cerca de 8,3 milhões de refugiados devem fugir da Ucrânia até o final deste ano, segundo a Agência da ONU para Refugiados.

Agentes humanitários estão buscando US$ 2,25 bilhões para ajudar quase nove milhões de pessoas na Ucrânia. O número é mais que o dobro de um apelo inicial anunciado apenas alguns dias após o início da guerra em 24 de fevereiro.

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— UN News (@UN_News_Centre) 26 de abril de 2022

Mais de 5,2 milhões de pessoas fugiram desde o ataque da Rússia em 24 de fevereiro, disse um porta-voz da agência em um briefing em Genebra. A agência da ONU inicialmente projetou que a invasão da Rússia poderia gerar 4 milhões de refugiados. O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários dobrou seu pedido de ajuda para US$ 2,25 bilhões devido à “piora da situação”.

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Transnístria diz que unidade militar foi atacada (6h15)

Autoridades da região separatista da Transnístria, na Moldávia, relataram um ataque a uma unidade militar na terça-feira (26), horas após a explosão de um par de antenas de rádio russas, os últimos episódios de um pico de violência relatados no enclave apoiado por Moscou em alguns dias.

O presidente da Moldávia, Maia Sandu, convocou uma reunião do Conselho Supremo de Defesa em Chisinau, na terça-feira (26), para discutir os incidentes. A Transnístria, que se autodeclarou independente e faz fronteira com a Ucrânia, também convocou uma reunião de seu Conselho de Segurança, informou o serviço de notícias russo, Tass.

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Polônia sanciona empresas e indivíduos russos (5h30)

A Polônia impôs sanções a 35 empresas russas e 15 empresários na tentativa de minar o financiamento para a guerra de Moscou na Ucrânia, disse o ministro do Interior, Mariusz Kaminski, em entrevista coletiva em Varsóvia.

As sanções, que incluem congelamento de ativos e proibições de entrada, visam unidades polonesas das maiores empresas da Rússia e seus proprietários, como Oleg Deripaska, Mikhail Fridman e Eugene Kaspersky. A lista pode ser expandida, disse Kaminski.

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Aliados da Ucrânia podem fazer mais, diz Austin (5h10)

Austin abriu a reunião de altos funcionários de defesa de mais de 40 países em Ramstein, dizendo que o objetivo é estabelecer um entendimento comum sobre as necessidades de defesa de curto prazo da Ucrânia. Ele acrescentou que os membros da OTAN e outros aliados podem fortalecer ainda mais a coordenação para ajudar Kiev a repelir os ataques russos no leste e no sul do país.

“Podemos fazer mais por meio de nossas bases industriais de defesa para continuar ajudando a Ucrânia a se defender de forma ainda mais eficaz”, disse Austin. O ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, está participando das negociações.

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Alemanha enviará 50 tanques antiaéreos (5h)

O governo do chanceler Olaf Scholz aprovará a entrega de 50 tanques antiaéreos Gepard à Ucrânia no primeiro passo da Alemanha para fornecer armas pesadas para combater a invasão da Rússia.

Em comentários preparados para a reunião de Ramstein, a ministra da Defesa, Christine Lambrecht, disse que a Alemanha também aumentará a assistência militar para 2 bilhões de euros (US$ 2,1 bilhões) para pagar por armas que a Ucrânia encomenda de emppresas daárea da defesa alemães.

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Petróleo perde ganhos (0h38)

O petróleo perdeu a maioria dos ganhos desde a invasão da Ucrânia pela Rússia no final de fevereiro, após um período tumultuado de negociações. A guerra levou os EUA e o Reino Unido a proibir as importações de petróleo russo, enquanto a União Europeia está considerando medidas semelhantes à medida que o conflito continua.

Biden anuncia escolha para embaixador (21h30)

O presidente Joe Biden anunciou que pretende nomear Bridget Brink como embaixadora na Ucrânia. Brink é uma diplomata veterana que, de acordo com um comunicado da Casa Branca, “passou sua carreira de 25 anos no Serviço de Relações Exteriores focada no avanço da política dos EUA na Europa e na Eurásia”.

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No Twitter, o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, chamou Brink de “uma excelente escolha para liderar nossa missão diplomática enquanto continuamos ao lado do povo ucraniano, e agiremos rapidamente para confirmá-la”.

Biden pondera adicionar ajuda alimentar global (20h02)

O governo Biden está avaliando uma ação rápida para aumentar a assistência alimentar global em meio à crescente preocupação de que a invasão da Ucrânia pela Rússia esteja alimentando uma crise de fome em muitos países mais pobres, segundo fontes familiarizadas com as discussões. Porta-vozes da Casa Branca recusaram comentários imediatos.

A guerra interrompeu as exportações de trigo, milho, óleo de girassol e outros alimentos da Rússia e da Ucrânia, e o crescente alarme sobre como lidar com o rápido aumento dos custos dos alimentos e a insegurança está impulsionando o apoio bipartidário no Congresso para fornecer até US$ 5 bilhões em auxílio.

Reino Unido removerá tarifas sobre todas as importações da Ucrânia (19h29)

O Reino Unido disse que removerá tarifas sobre importações previstas em seu acordo comercial com a Ucrânia, após uma promessa feita pelo primeiro-ministro, Boris Johnson, durante sua visita a Kiev este mês. A medida aumentará as exportações de produtos da Ucrânia, incluindo cevada e aves, disse o Departamento de Comércio Internacional em seu site.

O departamento também anunciou novas proibições às exportações para a Rússia, abrangendo “produtos e tecnologia” que poderiam ser usados para fins repressivos, como equipamentos de interceptação e monitoramento.

Lavrov alerta para risco ‘sério’ de conflito nuclear (18h15)

Em entrevista ao Canal 1 de TV da Rússia, Lavrov alertou para o risco de uma guerra nuclear, embora as potências atômicas do mundo tenham feito uma declaração conjunta em janeiro de que tal conflito é inaceitável. “O perigo é sério, o perigo é real e não deve ser subestimado”, disse o ministro das Relações Exteriores.

Lavrov disse que as negociações com a equipe de negociação da Ucrânia continuarão, embora muitos na Rússia acreditem que a posição do governo de Kiev está definida em Washington e outras capitais ocidentais. Ele disse que poderia ser útil manter conversas com os EUA, “mas não vemos nenhum interesse deles em contatos sobre a Ucrânia ou outras questões”.

– Esta notícia foi traduzida por Marcelle Castro, Localization Specialist da Bloomberg Línea.

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