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Internacional

Xangai, cidade de 25 milhões de habitantes, não vendeu nenhum carro em abril

Restrições mais rigorosas do país em mais de dois anos afetaram a mobilidade da população do centro financeiro

Quase um milhão de pessoas seguem em isolamento no centro financeiro da China
Por Peter Vercoe
16 de Maio, 2022 | 10:55 am

Bloomberg — Provando a rigidez do lockdown em Xangai, nenhum carro foi vendido na cidade no mês passado.

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A maioria dos 25 milhões de habitantes da cidade ficou confinada em suas casas ou condomínios em abril como parte de um lockdown abrangente para acabar com o pior surto de covid do país desde que o vírus surgiu em Wuhan há mais de dois anos.

Quase todas as concessionárias da cidade ficaram fechadas durante o mês, disse a Associação de Vendas de Automóveis de Xangai em comunicado na segunda-feira (16), quando destacou o número zero de vendas.

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Em abril do ano passado, foram vendidos 26.311 veículos na cidade, segundo a associação, que representa cerca de 300 empresas.

Em todo o país, as vendas de carros tiveram a maior queda em mais em dois anos em abril – quase 36% em relação ao ano anterior, chegando a 1,06 milhão de unidades, segundo dados da Associação de Carros de Passageiros da China divulgados na semana passada.

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O centro financeiro está finalmente prestes a atingir a meta de três dias de transmissão zero de covid-19 na comunidade, o que as autoridades disseram ser necessário para começar a aliviar os elementos mais severos do lockdown de seis semanas da cidade. Cerca de 980 mil pessoas permanecem sob a forma mais rígida de lockdown, incapazes de sair de seus apartamentos, enquanto muitos fora dessas zonas dizem que ainda estão confinados, pois as autoridades buscam atingir a meta de propagação zero.

A movimentação de passageiros no Aeroporto Internacional de Pudong da cidade caiu cerca de 99% em relação ao ano passado em abril, de acordo com dados divulgados na segunda-feira.

--Com a colaboração de Danny Lee, Chunying Zhang, James Mayger e Phila Siu.

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--Este texto foi traduzido por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.

Veja mais em Bloomberg.com

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