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Petróleo avança e futuros indicam cautela na abertura dos mercados na terça

Mês de maio termina com índices americanos ensaiando estancar a sequência de quedas do começo do ano

Painel eletrônico mostra desempenho do Índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio
30 de Maio, 2022 | 09:50 PM

Bloomberg Línea — O mês de maio chega ao fim nesta terça-feira (31) destoando do famoso ditado Sell in May and Go Away (venda em maio e vá embora), em referência à proximidade com as férias no Hemisfério Norte.

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Em Nova York, o S&P 500 tem leve ganho de 0,64% no acumulado de maio, com alta aproximada de 7% desde o dia 20; o Nasdaq acumula queda de 1,65% em maio, mas subiu quase 8% na última semana.

Trata-se de um aparente turning point em relação às quedas de 8,8% e 13,3% dos dois índices de ações em abril, respectivamente.

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As ações na Ásia apontam para uma abertura com estabilidade, com investidores ainda cautelosos diante do aperto monetário adotado por bancos centrais de economias desenvolvidas e emergentes. Por outro lado, notícias de afrouxamento das restrições à circulação de pessoas na China em decorrência do menor número de casos de covid pesam para a retomada do otimismo com os preços dos ativos.

A cotação do barril do petróleo, por sua vez, volta a subir e supera a casa de US$ 117, depois da notícia de que líderes europeus concordaram em cortar 90% das importações de petróleo da Rússia até o fim do ano em reação à guerra do país comandado por Vladimir Putin contra a Ucrânia.

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Essa nova fonte de pressão pode significar más notícias para países mundo afora, uma vez que os custos mais elevados de energia e de alimentos continuam a ser a principal fonte de inflação e podem levar os bancos centrais a estender por mais tempo o ciclo de altas de juros.

Futuros operavam em queda no Japão, em Hong Kong e na Austrália, depois de um dia em que os mercados de referência no mundo, em Nova York, ficaram fechados por causa do feriado do Memorial Day.

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